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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Na temporal linha até a morte

A linha do meu tempo se esvai
Como sombras aos crepúsculos
E a rigidez dos meus músculos
O tempo lentamente subtrai

Sinto o odor acre da minha extinção
Infestar-me as vias respiratórias
Vida: essa concepção ilusória
Castiga-me com devassa perversão

São as fraquezas do meu Eu
Aliadas às forças do meu espírito
E a presença do conhecimento empírico
Dizem-me quem, vivo, já morreu

Observo então meu fanal, meu norte
De que vale tamanho esforço
Se os feitos nada são senão esboços
Na temporal linha até a morte?

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Froner - Na temporal linha até a morte


Pensamento da semana
(by Renan)

A vida dos homens é o troloris de Deus.

2 comentários:

anderson aguzzoli disse...

"Afugenta o gosto acre, que entorpece minha boca..." Bem bacana essa letra do Froner!!!

Carlos disse...

"A vida dos homens é o troloris de Deus".

Prêmio Nobel para o Renan.